Economia

Economia brasileira deve crescer menos em 2026 com inflação acima da meta

Uma imagem de close-up foca nas mãos centralizadas de uma feirante de meia-idade e de um cliente idoso em uma feira de rua brasileira ao ar livre e movimentada. A feirante, com um avental floral, está colocando várias notas de Real brasileiro usadas de várias denominações (visíveis, mas ligeiramente desfocadas) diretamente na palma aberta e envelhecida do cliente. Suas mãos estão entrelaçadas, centralizadas na composição. A feirante olha para a transação com um sorriso gentil, enquanto o cliente idoso olha com uma expressão de satisfação. O fundo é um borrão quente e vibrante de atividades do mercado, barracas desfocadas com frutas e vegetais, outras pessoas e a luz do sol da tarde. A fotografia documental e autêntica tem grãos visíveis e profundidade de campo muito rasa, focando apenas no dinheiro e no ponto de contato das mãos. A iluminação é natural e quente.
Dinheiro Real mudando de mãos: Uma transação de mercado de rua captura o fluxo diário e a interação humana do comércio local. Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial.

O Banco Central (BC) cortou a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026 de 2% para 1,8%. A estimativa de inflação para o fim do ano foi mantida em 5,2%, acima da meta oficial. As informações são da Agência Brasil.

Os dados constam no Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (24). O documento mostra que a inflação deve permanecer elevada, mesmo com a desaceleração registrada nos últimos meses.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, caiu de 4,72% em maio para 4,22% em agosto. Apesar da queda, as expectativas seguem acima da meta em todo o horizonte de projeção.

A inflação de serviços continua alta por causa do mercado de trabalho aquecido e do hiato do produto positivo, termo usado para indicar que a economia opera acima de sua capacidade sustentável. No cenário do Comitê de Política Monetária (Copom), a inflação deve recuar para 4,4% no terceiro trimestre deste ano, mas voltar a subir para 5,2% no fim de 2026.

Para o primeiro trimestre de 2028, a projeção permaneceu em 3,2%. O BC afirma que a trajetória projetada para a inflação se tornou mais elevada de forma geral.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% no segundo trimestre deste ano, após expansão de 1,1% no trimestre anterior. Os primeiros indicadores do terceiro trimestre sugerem continuidade da desaceleração.

Para 2027, a estimativa de crescimento é de 1,4%. O mercado de trabalho, porém, segue aquecido. A taxa de desocupação permaneceu em nível historicamente baixo e a geração de empregos com carteira assinada continua positiva, embora em ritmo menor.

O BC destaca que o ambiente externo permanece incerto por causa dos conflitos armados no Oriente Médio e das decisões futuras de política monetária em economias avançadas. Na reunião de setembro, o Copom reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano.

Segundo o relatório, o cenário atual exige cautela na condução da política monetária devido ao aumento das incertezas, à desancoragem das expectativas e aos riscos para a inflação.

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