Economia

Economia brasileira deve crescer 1,6% em 2026 com indústria em queda

Imagem mostra o trabalho dentro de uma indústria.
Imagem mostra o trabalho dentro de uma indústria. Foto: Arquivo/Tribuna do Paraná/Átila Alberti.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. A revisão reflete o desempenho mais fraco esperado para a indústria de transformação e o setor de serviços, pressionados pelos juros elevados e pela desaceleração da demanda interna. As informações são da Agência Brasil.

A indústria de transformação deve recuar 0,7% no ano, enquanto o setor de serviços foi revisado de 1,9% para 1,6%. A agropecuária teve a estimativa elevada de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela perspectiva favorável para a segunda safra de milho.

A inflação deve acelerar nos últimos meses do ano, com projeção de alta de 5,15% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acima dos 4,26% registrados em 2025. A taxa Selic deve encerrar 2026 em 13,25% ao ano.

Indústria sente peso dos juros

A projeção de crescimento da indústria caiu de 2% para 1,3%. Entre os fatores que pressionam a atividade estão a redução da demanda interna, o custo elevado do crédito, o aumento dos custos de produção e a concorrência dos produtos importados.

A indústria extrativa deve crescer 9,1%, enquanto a construção tem previsão de alta de 1,5%, sustentada por investimentos em infraestrutura e pela expansão do programa Minha Casa, Minha Vida.

Desemprego deve recuar

A CNI estima que a população ocupada cresça 1,2% em 2026, enquanto a taxa de desemprego deve recuar de 5,3% para 5% até o fim do ano. A massa de rendimentos reais, que considera os efeitos da inflação, deve aumentar 4,6%.

A balança comercial brasileira deve registrar superávit de US$ 77,3 bilhões em 2026, quase 30% acima do resultado de 2025. As exportações devem somar US$ 386,7 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior.

A dívida pública bruta deve avançar de 78,6% para 83,7% do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim do ano. A CNI projeta déficit primário de R$ 54,6 bilhões nas contas do governo federal em 2026, equivalente a 0,4% do PIB.

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