O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan afirmou nesta terça-feira, 29, que é “inimaginável” tirar Pedro Parente do comando da Petrobras a essa altura do campeonato. “A não ser que tenham um nome muito melhor, mas muito melhor que o dele, para colocar lá, o que eu acho difícil”, disse o economista, durante participação no Fórum Estadão intitulado “A Reconstrução do Brasil, um País mais amigável aos negócios”.

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Malan, que admitiu ser suspeito para falar de Parente porque trabalhou com ele no governo de Fernando Henrique Cardoso, afirmou que o executivo “fez um trabalho extraordinário” na estatal, recuperando a credibilidade e a reputação da empresa.

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No entanto, o ex-ministro lamentou que ações da Petrobras estejam caindo, com uma perda de valor de mercado de cerca de R$ 120 bilhões. “Tivemos um duplo golpe, com o preço do barril do petróleo chegando muito rapidamente a 80 dólares e com a alta dos juros nos Estados Unidos, que deixa mais atrativo investir a longo prazo nos títulos americanos, levando a uma desvalorização das moedas dos emergentes”, disse. “Com o preço elevado, num país que importa muito diesel, há uma angústia com a correção automática de preços”, acrescentou.

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Segundo Malan, espera-se que, com os preços no mercado internacional não subindo mais tão rapidamente e o dólar mais estável, a Petrobras consiga fazer o ajuste do preço do diesel a cada 30 dias, com a compensação a cada fim de mês.