O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou nesta terça-feira, 3, que o restante dos valores a serem liberados por meio da ampliação de valores de movimentação e empenho para diversos órgão públicos. Nesta terça-feira, o Diário Oficial da União (DOU) trouxe portaria do Ministério do Planejamento que distribui R$ 9,8 bilhões do Orçamento deste ano para ministérios, conforme o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) antecipou na segunda-feira, 2.

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Os recursos fazem parte dos R$ 12,824 bilhões que foram desbloqueados pela área econômica do governo na semana passada. A liberação dos valores, que ocorre em meio à tramitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer no Congresso Nacional, deve socorrer imediatamente os ministérios diante do risco real de “apagão” na máquina pública.

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“Os valores que ainda não foram liberados serão liberados nas próximas semanas. Em geral, tem a ver com algumas peculiaridades de cada órgão”, afirmou Oliveira, após participar de evento sobre regulação do setor de saúde suplementar, promovido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), no Rio.

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Segundo o ministro, os recursos liberados são destinados basicamente para custeio e uma parte para investimentos. As prioridades e as divisões dos cerca de R$ 3 bilhões que ainda serão liberados serão definidas também nas próximas semanas, afirmou Oliveira.

A portaria desta terça-feira confirmou a informação dada pelo Broadcast de que os maiores aportes serão feitos para as pastas da Defesa e da Integração Nacional, com R$ 2 bilhões e R$ 1 bilhão, respectivamente.

“São recursos basicamente para manter o funcionamento dos órgãos em situação regular e para manter em andamento as obras que já estão em andamento”, disse Oliveira.

Em meio à tramitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer no Congresso Nacional, Oliveira procurou dissociar a liberação dos recursos com o pagamento de emendas parlamentares. Segundo o ministro, a liberação dos valores para as emendas de deputados e senadores obedece à regra constitucional.

“Cada vez que a gente amplia a despesa, isso implica um porcentual que também se amplia nas emendas. E 50% tem que ser para saúde”, afirmou Oliveira.