O dólar fechou a terça-feira (3) cotado a R$ 5,486, uma alta de 0,74%. Durante o dia, a moeda chegou a ultrapassar R$ 5,50. A bolsa de valores caiu 1,42% e encerrou aos 165.528 pontos, o menor patamar desde janeiro. Foi o sexto pregão consecutivo de perdas. As informações são da Reuters.
Investidores mantiveram cautela diante das incertezas sobre a política fiscal do governo e à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, marcada para esta quarta-feira (4). O índice do dólar no exterior subiu 0,13%, aos 101,850 pontos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou pela manhã que as propostas do economista André Lara Resende sobre mudanças no regime monetário apresentam deficiências e não estão em discussão no governo. Durigan reforçou a defesa de um ajuste fiscal gradual.
Bolsa atinge menor nível em dez meses
O Ibovespa chegou a perder o patamar dos 165 mil pontos durante a sessão, atingindo a mínima de 164.446 pontos às 11h23. As ações da Petrobras e da Vale, as mais negociadas, contribuíram para a pressão sobre o índice. O movimento ocorreu em um pregão marcado por ajustes nos preços internacionais do petróleo e de outras commodities após o feriado.
No último pregão antes das eleições presidenciais de outubro, o índice estava acima de 205 mil pontos. Desde então, o mercado brasileiro tem registrado forte desvalorização dos ativos.
Mercado aguarda decisão sobre juros
A taxa Selic está em 13,75% ao ano. O mercado acompanha a possibilidade de manutenção do patamar atual diante da piora das expectativas inflacionárias e da desvalorização do real. O boletim Focus divulgado nesta terça-feira elevou a projeção de inflação para 2027 de 4,34% para 4,76%, acima do teto da meta de 4,5%.
A estimativa para a Selic no fim do próximo ano também subiu, de 11,75% para 12,50%. A decisão do Banco Central e o comunicado sobre os próximos passos da política monetária devem influenciar o comportamento dos ativos brasileiros nos próximos pregões.
