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Dólar sobe para R$ 5,18 e atinge maior valor em quase três meses

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Foto: Imagem criada com IA.

O dólar fechou nesta terça-feira (23) a R$ 5,187, o maior valor em quase três meses, com alta de 0,89%. A moeda americana subiu por causa da busca por segurança dos investidores diante das incertezas sobre a economia mundial. Enquanto isso, a bolsa de valores brasileira subiu 0,52% e fechou aos 171.258 pontos, com alívio após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom). As informações são da Agência Brasil.

A valorização do dólar aconteceu porque investidores estão à espera de novos dados de inflação nos Estados Unidos. Esses números podem influenciar as decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre os juros no país. Dados recentes da economia americana vieram acima do esperado, o que aumentou as apostas de que o Fed vai manter os juros altos por mais tempo.

Bolsa sobe com ata do Copom

O Ibovespa chegou a cair durante a manhã, acompanhando a queda dos mercados internacionais. Mas virou o sinal e fechou em alta com o avanço de ações da Petrobras, bancos e empresas ligadas ao ciclo econômico. A recuperação também foi impulsionada pela queda das taxas de juros futuros após a divulgação da ata do Copom.

No documento, o Banco Central indicou que pode pausar o corte de juros, dependendo do cenário internacional. A ata reduziu parte do desconforto gerado pelo comunicado da semana passada, quando o Copom não mencionou os próximos passos para a Selic (a taxa básica de juros da economia brasileira).

Mercados externos pressionam commodities

Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq caiu cerca de 2%, afetado por uma realização de lucros em empresas de tecnologia e inteligência artificial. O mercado aguarda a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal indicador de inflação monitorado pelo Fed. Na Europa, dados mais fracos de atividade econômica ampliaram a cautela dos investidores.

O petróleo terminou o dia em queda. O Brent, referência para a Petrobras, caiu 0,93% e fechou a US$ 76,80 por barril. O WTI recuou 0,88% e encerrou a US$ 73,21 por barril. A possibilidade de aumento da oferta com flexibilização de restrições ao petróleo iraniano pressionou os preços.

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