Economia

Dólar sobe mais de 1% e chega a R$ 5,17 com pressão externa

Imagem mostra uma trabalhando em um computador.
Foto: Pixabay / Memin Sito

O dólar comercial fechou a R$ 5,169 nesta quarta-feira (23), com alta de 1,27%. A moeda chegou a R$ 5,177 na máxima do dia, por volta das 14h40. A valorização foi puxada pela força da divisa americana no exterior, pela alta do petróleo e pelo cenário eleitoral brasileiro.

As informações são da Agência Brasil.

No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante seis moedas, subiu 0,54%, para 101,090 pontos. O movimento foi impulsionado por dados de atividade dos Estados Unidos. O índice de gerentes de compras (PMI) avançou para 58,4 em setembro, ante 56 em agosto. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade.

Os números reforçaram as expectativas de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo. Com isso, os rendimentos dos Treasuries (títulos públicos americanos) subiram, aumentando a atratividade dos ativos em dólar. O rendimento dos papéis de dez anos ultrapassou 5% ao ano pela primeira vez desde julho de 2007.

No ano, o dólar ainda acumula queda de 5,83% em relação ao real.

A bolsa brasileira recuou 0,86%, aos 185.814 pontos. O Ibovespa oscilou entre a máxima de 188.772 pontos e a mínima de 185.676 pontos, com volume financeiro de R$ 29,68 bilhões. Apesar da queda no dia, o índice acumula alta de 4,73% em setembro.

Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,68%, aos 51.512,42 pontos. O S&P 500 recuou 0,75%, aos 7.706,39 pontos. O Nasdaq teve baixa de 1,13%, aos 26.936,04 pontos. A alta dos rendimentos dos títulos americanos pesou principalmente sobre ações de tecnologia, que são mais sensíveis às expectativas de juros.

O petróleo tipo Brent avançou 2,84%, para US$ 98,12 por barril. O WTI, do Texas, subiu 1,81%, para US$ 92,16. A alta ocorreu em meio à falta de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Notícias sobre uma possível restrição às exportações de diesel dos Estados Unidos também contribuíram para a valorização, embora a Casa Branca tenha negado a existência de um plano nesse sentido.

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