São Paulo (AG) – O mercado de câmbio pressionou levemente o dólar comercial, que fechou ontem em alta de 0,44%, cotado a R$ 2,910 na compra e R$ 2,912 na venda. A alta no câmbio destoou do bom humor dos mercados em geral, que levou à valorização dos ativos brasileiros. O C-Bond, principal título da dívida externa nacional, subia 0,19% no final da tarde, cotado a 97,31% do seu valor de face. O risco-País caía 4 pontos, aos 557 pontos-base.

A pressão no dólar foi atribuída aos credores de uma dívida pública de US$ 1,3 bilhão que o Banco Central liquida hoje. O objetivo dos credores é garantir uma melhora no resgate do dinheiro, que será remunerado de acordo com a cotação média do dólar de ontem. A pressão é minimizada pelo fluxo cambial positivo, já que os exportadores aproveitaram o bom momento para vender seus dólares.

Mas o que deu o tom dos negócios foi o clima de expectativa em torno da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que anunciaria no final da tarde a taxa Selic para vigorar até meados de abril.

As projeções dos juros negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em baixa generalizada, pelo segundo dia consecutivo. O Depósito Interfinanceiro (DI) de abril, que projeta a Selic de março, fechou em 16,10% ao ano, contra 16,14% do fechamento de anteontem. O DI de julho teve taxa de 15,74% no final dos negócios, frente aos 15,77% anteriores. O vencimento de janeiro de 2005, o mais negociado, passou de 15,35% para 15,33% anuais.

A Bolsa de Valores fechou o dia ontem em alta de 1,33%, com movimento financeiro de R$ 1,078 bilhão em 21.900 pontos. Analistas atribuiram a oscilação ao esperado anúncio da Selic.