O dólar comercial fechou a quinta-feira (24) cotado a R$ 5,193, com alta de 0,47%. A moeda norte-americana chegou a R$ 5,202 na máxima do dia, por volta das 15h, no maior nível desde o fim de agosto. No ano, o dólar ainda acumula queda de 5,39%, mas subiu 0,26% em setembro.
As informações são da Agência Brasil.
A valorização acompanhou o movimento nos mercados internacionais. O índice DXY, que mede o dólar contra seis moedas, subiu 0,14% e chegou a 101,270 pontos. A alta ganhou força com a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
O Treasury de dez anos atingiu 5,2209% no fim da tarde, contra 5,114% na sessão anterior. O papel está com rendimento acima de 5% ao ano pela primeira vez desde 2007. Taxas mais altas para títulos públicos dos Estados Unidos estimulam a fuga de capital de países emergentes como o Brasil.
O Banco Central (BC) vendeu US$ 1 bilhão em dois leilões de linha simultâneos. Nesse tipo de operação, o BC vende dólares com compromisso de recomprar o dinheiro em alguns meses. O mecanismo aumenta a oferta de moeda estrangeira e a liquidez do mercado.
Na véspera, o BC informou que o fluxo cambial brasileiro estava negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18. A autoridade monetária também divulgou novas projeções econômicas. A estimativa de crescimento do PIB em 2026 foi reduzida de 2% para 1,8%. Para 2027, a previsão é de crescimento de 1,4%.
O Ibovespa encerrou o dia em 183.965,91 pontos, queda de 0,99%. O movimento acompanhou a piora do ambiente internacional para ativos considerados mais arriscados. A alta dos rendimentos dos títulos americanos reduziu a demanda por ativos de risco ao longo do pregão.
O petróleo tipo Brent subiu 3,41%, a US$ 106,60 por barril. O produto acumula alta próxima de 4% na semana e superior a 18% no mês. O barril do tipo WTI avançou 2,65%, a US$ 94,61 por barril. As cotações subiram em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e sobre a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.
