O dólar comercial subiu pelo oitavo dia seguido hoje e fechou as negociações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,867, variação de 0,43% no dia. É o maior valor desde 2 de setembro do ano passado, quando foi cotado a R$ 1,885 no fechamento do mercado. Desde a terça-feira da semana passada o dólar assumiu essa trajetória de alta nas operações domésticas, em grande medida por causa da valorização da moeda no mercado internacional de moedas.

Desde o início do mês, o dólar comercial acumula alta de 7,11%, que é também a variação acumulada do ano. A taxa máxima registrada hoje foi de R$ 1,878 e a mínima, R$ 1,845. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar de liquidação à vista avançou 0,73% e encerrou o pregão desta quinta-feira a R$ 1,866.

No câmbio turismo, o dólar subiu 0,31% no dia, cotado em média a R$ 1,953 para venda e R$ 1,817 para compra. No mês, o dólar turismo acumula ganho de 5,57%. O euro turismo cedeu 0,11% no dia e fechou a R$ 2,717 (venda) e R$ 2,55 (compra), com variação acumulada em janeiro de +2,92%. O euro comercial fechou praticamente estável (+0,04%), a R$ 2,609.

O Banco Central interveio no mercado de câmbio com leilão de compra de dólar, às 15h37. A taxa de corte das propostas ficou em R$ 1,875. Pela manhã, o mercado doméstico de câmbio conseguiu uma pequena realização de lucros, no rastro de uma melhora do ambiente internacional, que se apoiava nas notícias de ontem. Porém, o alívio externo durou pouco. Desde cedo, o euro sofria com a renovação de preocupações com questões fiscais de países da região, principalmente a Grécia, rompendo para baixo a marca de US$ 1,40. Ainda assim, a moeda europeia era exceção e as demais divisas, entre elas o real, conseguiam alta diante do dólar. Mas vieram os dados dos EUA, todos piores do que o esperado e os movimentos de aversão ao risco foram retomados.

“O dólar está volátil ao sabor do mercado internacional, de movimentos em torno da rolagem de posições no mercado futuro e da preocupação dos investidores em manterem condições para formar, amanhã, uma Ptax conveniente com suas posições”, disse um operador. A Ptax (taxa média de referência) de amanhã será usada na liquidação dos contratos futuros de fevereiro, na BM&F, na próxima segunda-feira.