Economia

Dólar sobe 9% na semana e registra maior alta desde crise de 2008

Imagem mostra notas de dólar em um leque.
Foto: Pixabay/ Brett Hondow

A moeda norte-americana fechou esta sexta-feira (30) cotada a R$ 5,446, com alta de 1,09%. Na semana, acumulou valorização superior a 9%, o maior avanço semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,75% e encerrou aos 167.921 pontos. As informações são da Agência Brasil.

O movimento reflete ajustes do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incertezas sobre a política fiscal do país. Investidores aguardam a definição da equipe econômica do próximo governo e a apresentação de medidas relacionadas às contas públicas.

No cenário internacional, a forte queda de ações de empresas de tecnologia e inteligência artificial pressionou o dólar e as bolsas de outros países. O índice S&P 500, de Nova York, recuou 1,82%.

Bolsa acumula pior semana desde início da pandemia

O Ibovespa registrou a quinta queda consecutiva e acumulou desvalorização de 18,12% na semana, a maior desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19. Em outubro, o índice caiu 9,88%, o pior resultado mensal desde junho de 2022.

A pressão sobre as ações ganhou força após o resultado eleitoral. Na segunda-feira (26), a queda do índice acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de perdas expressivas. Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.

Volatilidade marca formação da Ptax de fim de mês

Parte da volatilidade registrada na primeira metade do pregão esteve relacionada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e utilizada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio. Durante a sessão, o dólar chegou a R$ 5,463, antes de reduzir parte dos ganhos.

A procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira (2), também influenciou o mercado. Em outubro, a moeda norte-americana avançou 5,27% e passou a acumular valorização de 0,81% no ano.

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