O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira, 28, em baixa, em meio a uma liquidez mais fraca e com a perspectiva do leilão de até US$ 1 bilhão no mercado à vista, subiu pontualmente e voltou a cair, renovando mínima.

Os investidores se antecipam na venda ao leilão do BC, mas já pode estar ocorrendo pressão de investidores comprados em contratos cambiais, nesta véspera de definição da última Ptax de novembro, nesta Sexta-feira (29). A Ptax de amanhã será usada na Segunda-feira (2) para a liquidação do dólar de dezembro. Com isso, a partir de sexta, o dólar futuro de janeiro passará a ser o mais negociado no mercado futuro.

Os investidores também aguardam discurso do presidente do Banco Central, Roberto campos Neto, nesta manhã. A expectativa é sobre novos sinais da autoridade monetária para o câmbio e juros num cenário de deterioração das projeções para a moeda americana, inflação e aumento de apostas na diminuição do ritmo de corte da Selic.

Às 9h35, o dólar à vista caía 0,20%, a R$ 4,2502, após registrar mínima em R$ 4,2477 (-0,26%). Na máxima, subiu a R$ 4,2609 (+0,05%). O dólar futuro de dezembro caía 0,32%, a R$ 4,2505, após oscilar de R$ 4,2480 (-0,39%) a R$ 4,2615 (-0,07%).

No exterior, peso chileno renovou mínima histórica mais uma vez contra o dólar nesta quinta-feira, dia de baixa liquidez devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, à medida que continuam as tensões sociais com o acirramento dos protestos no país. Na máxima do dia, o dólar chegou a 832,81 pesos chilenos. Analistas ouvidos pelo jornal local La Tercera especulam que o Banco Central possa intervir no mercado de câmbio com medidas mais eficazes do que os programas de injeção de liquidez anunciados até agora, que não conseguiram moderar o forte avanço da moeda americana. Às 9h06 (de Brasília), o dólar subia a US$ 830,70 pesos chilenos.