O dólar não conseguiu definir uma direção nos primeiros negócios fechados esta manhã no mercado interbancário de câmbio. A taxa abriu em queda de 0,10%, com o dólar comercial cotado a R$ 1,926 e logo em seguida chegou a subir até R$ 1,938, o que configurou uma valorização de 0,52%. Às 9h50, entretanto, a taxa de câmbio já voltava a cair, com o dólar negociado a R$ 1,916, recuo de 0 62% em relação ao preço do final da sessão de quinta.

A forte oscilação é resultante dos temores em relação à crise no crédito imobiliário norte-americano, que começa a contaminar outros mercados, aumentando a aversão ao risco. Hoje, mais uma empresa, a companhia britânica de alimentos e bebidas Cadbury, anunciou o adiamento do prazo de venda de sua unidade de bebidas nos EUA, por conta das condições adversas para conseguir crédito nos EUA. Nos EUA, ontem, o Wells Fargo, o segundo maior banco financiador de imóveis, informou que não irá conceder crédito por meio de agentes, em razão da escalada da inadimplência no segmento.

A conseqüência dessa situação no mercado doméstico de câmbio vê-se desde ontem. O dólar voltou a superar o nível de R$ 1,90, depois de ter testado, alguns dias atrás, o patamar de R$ 1,80. Ontem, a moeda norte-americana subiu quase 3,5%, num só dia. E isso ocorreu em meio a expectativas de entradas consideráveis de dinheiro no País. A previsão é de que esta sexta-feira o dólar volte a registrar grandes oscilações durante o dia, como já se viu no início dos negócios.