São Paulo – O dólar comercial fechou ontem em queda de 1,16% e fechou abaixo dos R$ 2,90 pela primeira vez desde o final de julho. Com ingresso de recursos e expectativa de novas captações externas, a moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 2,888 na compra e R$ 2,890 na venda. A tendência se acelerou no período da tarde, depois que o Banco Central (BC) anunciou a renegociação de um terço de uma dívida de US$ 1,84 bilhão.
O bom desempenho de todos os ativos brasileiros ressuscitou rumores de que o Brasil prepara uma nova emissão soberana no mercado externo. Segundo as especulações, o governo emitiria novos bônus com vencimento em 2011, movimentando entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões. O C-Bond, principal título da dívida externa, subia 0,96% no final da tarde, cotado a 92% do seu valor de face. O risco-País, por sua vez, marcava 666 pontos-base, com queda de 1,76%.
O dólar acelerou o ritmo de baixa depois das 14h30m, quando o BC anunciou o resultado do leilão de contratos de “swap” cambial destinados à rolagem da dívida pública que vence no dia 17. Com o leilão, o BC renegociou 32,5% do débito (de US$ 1,48 bilhão). Amanhã a autoridade promove nova oferta e deve avançar mais na rolagem da dívida. O resultado do leilão não apresentou surpresas. O mercado vinha especulando com a possibilidade de o BC reduzir drasticamente o percentual de rolagem da dívida, o que não aconteceu.
A Selic é hoje de 22% ao ano, depois de um corte de 2,5 pontos promovido em agosto, para surpresa de todo o mercado. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nos dias 16 e 17 para decidir sobre o percentual da taxa nas quatro semanas seguintes. De acordo com dados do próprio Banco Central (BC), o mercado espera um corte de 1,5 ponto na taxa desta vez. Os mais otimistas, no entanto, apostam em queda de dois pontos.


