O dólar fechou em pequena alta de 0,23%, ontem, vendido a R$ 2,933, após oscilar entre uma mínima de R$ 2,923 (queda de 0,10%) e uma máxima de R$ 2,94 (+0,47%). Esse movimento foi considerado um ajuste um dia após a maior queda da moeda americana em quase dois meses. O destaque do dia foi o lançamento de uma megacaptação externa no valor de US$ 500 milhões pela Petrobras, em papéis de 15 anos.

Para o analista Mario Battistel, da corretora Novação, o Banco Central não deixará o dólar ficar abaixo da marca dos R$ 2,93. Ou seja, o Banco do Brasil continuará atuando no mercado, com compras de dólar em nome do governo, a fim pressionar a cotação. Segundo a diretora da AGK, Miriam Tavares, é cada vez maior a aposta de que o dólar vai fechar o ano abaixo de R$ 3. “Por causa da grande quantidade de captações, a moeda deve encerrar o mês perto de R$ 2,95”, diz Miriam.

O lançamento de uma captação externa de US$ 500 milhões pela Petrobras, além de emissões de outras empresas e bancos, ajuda a manter a previsão positiva quanto à entrada de recursos externos no país.

Já o Banco Central poderá realizar um leilão no próximo dia 23 (uma terça-feira) para a rolagem de uma dívida cambial de cerca US$ 2,6 bilhões que vence no início de janeiro. Normalmente, os leilões são realizados às quartas, mas o BC decidiu antecipar para a terça 23, pois no dia 24, véspera do Natal, o mercado vai operar em meio expediente. No dia 1.º de janeiro, vence um pequena dívida de cerca de US$ 294 milhões. Já no dia 2, o vencimento soma cerca de US$ 2,281 bilhões.