Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 5 e acumula queda de 1,58% na semana

Imagem mostra um leque com notas de 100 dólares.
Foto: Pixabay/Sandra Gabriel.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (23) cotado a R$ 4,993, com queda de 0,92%. Na reta final do pregão, a moeda chegou à mínima de R$ 4,989. A cotação está no menor nível desde 9 de outubro, quando terminou em R$ 4,985.

Na semana, a divisa acumulou desvalorização de 1,58% em relação ao real. As informações são da Agência Brasil.

O movimento ocorreu no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais. Investidores ajustaram posições diante das expectativas para o resultado da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A moeda brasileira apresentou o melhor desempenho entre as principais divisas globais, mesmo com a valorização do dólar no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede a força da moeda estadunidense diante de uma cesta de moedas fortes, subia 0,19%, aos 101,799 pontos.

Bolsa fecha em alta

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 0,47%, aos 205.082,56 pontos. O volume financeiro negociado na sessão somou R$ 30,7 bilhões.

Apesar do avanço desta sexta-feira, o índice acumulou queda de 0,17% na semana. No acumulado de outubro, a bolsa registra valorização de 10,06%. Em 2026, a alta chega a 27,28%.

A sessão também foi marcada pela alta de ações de petroleiras e mineradoras, acompanhando a valorização do petróleo e do minério de ferro.

Petróleo sobe mais de 3%

Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte alta nesta sexta-feira, impulsionados pelo aumento das tensões no Oriente Médio. O petróleo Brent para dezembro subiu 3,13%, encerrando a US$ 116,72 por barril. O barril do tipo WTI, do Texas, subiu 3,82% e fechou a US$ 103,27.

Na comparação semanal, os contratos do Brent e do WTI para dezembro subiram 6,24% e 4,29%, respectivamente.

A alta foi sustentada pelo risco de agravamento dos conflitos na região. O Irã advertiu que poderá responder a eventuais novos ataques dos Estados Unidos e de Israel com ofensivas contra bases militares, navios de guerra e outros alvos em países vizinhos do Golfo Pérsico.

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