Desde os primeiros minutos da manhã, os negócios no mercado de câmbio ontem foram influenciados por um movimento de trégua, ajudado por exportadores aproveitando altas cotações. Apesar da tensão já prevista para a semana que vem, o dólar encerrou o dia em queda de 1,34%, aos R$ 3,092. Na semana, a divisa encerrou em alta de 0,98%. No mês, a valorização acumulada já é de 5,46%.

Segundo operadores, a queda foi influenciada pelo fluxo positivo de divisas. Alguns investidores estariam segurando seus investimentos, ao contrário do que acontece nas sextas-feiras nervosas, em que investidores preferem sair dos ativos, com temor de novidades durante o fim de semana.

De acordo com o gerente de câmbio da corretora Novação, José Roberto Carrera, a queda do dia já permite a entrada de importadores se protegendo para honrar compromissos no exterior. “O movimento vendedor hoje foi um pouco maior do que se esperava, mas muita gente está vendendo suas posições para pegar fôlego e voltar a comprar na segunda”, avalia.

Na segunda, uma nova pressão no dólar é esperada. O motivo é o vencimento na quarta, dia 19, de uma parcela da dívida cambial de US$ 2,064 bilhões que será resgatada integralmente. O resgate é feito pela taxa média cambial, a Ptax, da véspera. No caso, a terça-feira. Algumas instituições financeiras têm interesse num indicador elevado para aumentar os ganhos no momento da troca.

Bolsa

O Ibovespa fechou em alta de 1,14%, praticamente zerando as perdas na semana. A ação ordinária da Petrobras liderou baixa com o mercado à espera de anúncio de mudança na diretoria.

Na segunda-feira, é dia de vencimento dos contratos de opções. Telemar PN, principal alvo desse segmento, subiu quase 2%, encerrando acima de R$ 32.

Na agenda macroeconômica, o destaque é a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que divulga sua decisão sobre o juro na próxima quarta. O mercado está dividido entre um corte de 0,25 ponto percentual e a manutenção da taxa em 16%.

No ano, o Ibovespa ainda acumula perdas de 16%.