Economia

Dólar cai para R$ 5,17 após anúncio de recompra de títulos nos EUA

0, R$20 e R$2 espalhadas. Ao lado, um copo de café americano e um caderno de anotações com uma caneta, sugerindo o acerto de contas de um pequeno negócio. A luz lateral é quente.
Imagem criada por Inteligência Artificial.

O dólar fechou em forte queda nesta quarta-feira e encerrou o pregão cotado a R$ 5,177, recuo de 0,86%. Foi a primeira vez que a moeda ficou abaixo de R$ 5,20 após três sessões consecutivas de alta. A bolsa brasileira também reagiu e subiu 0,9%, encerrando uma sequência de 11 pregões seguidos de queda.

As informações são da Agência Brasil.

O movimento foi impulsionado pelo anúncio do Tesouro dos Estados Unidos de que pretende ampliar as operações de recompra de títulos de longo prazo. A medida reduziu a pressão sobre os juros dos Treasuries, os títulos do Tesouro estadunidense, e aumentou o apetite global por ativos de risco.

O Tesouro dos Estados Unidos informou que poderá dobrar o volume de algumas operações de recompra de títulos com vencimentos entre 10 e 30 anos. As operações, previstas entre 9 de setembro e 4 de novembro, terão volume de pelo menos US$ 4 bilhões por operação, ante US$ 2 bilhões anteriormente.

Com a redução dos rendimentos dos Treasuries de longo prazo, parte dos recursos globais passou a buscar ativos considerados mais arriscados, incluindo mercados emergentes como o Brasil. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,87% no fim da tarde.

Durante a manhã, por volta das 10h30, o dólar chegou a R$ 5,15. Apesar da queda no pregão, a moeda ainda acumula alta de 1,83% na semana e de 2,09% em agosto. Em julho, havia registrado queda de 1,79%.

O Ibovespa avançou 0,90% e fechou aos 167.830,27 pontos, interrompendo a sequência de 11 pregões consecutivos de queda, a mais longa desde 2023. Nos 11 pregões anteriores, o índice havia acumulado perda de 6,55%.

O índice chegou a superar os 170 mil pontos durante o dia, atingindo máxima de 170.340,60 pontos, mas perdeu força ao longo da sessão. A alta foi sustentada principalmente por ações de grande peso no índice, incluindo petroleiras, mineradoras e empresas do setor bancário.

A ata da reunião de julho do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) também esteve no radar dos investidores, mas teve impacto limitado. O documento mostrou preocupação dos dirigentes com a inflação. Vários integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) estavam dispostos a elevar os juros caso a inflação não convergisse para a meta de 2%.

Apesar da recuperação, o mercado acionário brasileiro continua sob influência de fatores domésticos, como o nível elevado dos juros e as expectativas relacionadas ao cenário eleitoral. Até 17 de agosto, o saldo de investimentos estrangeiros na bolsa brasileira estava negativo em R$ 18,6 bilhões.

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