A Bovespa tenta engatar uma recuperação neste início de sessão, após fechar ontem no menor nível desde abril de 2009, mas a turbulência nos mercados da China continua impondo cautela aos investidores, em uma dia de agenda interna fraca. Enquanto isso, o dólar virou para o negativo na última hora, com exportadores aproveitando os picos recentes.

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Por volta das 10h30, o Ibovespa subia 0,60%, aos 42.394,17 pontos. Entre as blue chips, Petrobras (ON +0,92% e PN +0,44%), Vale (ON +0,16% e PN +0,10%) e bancos (Itaú PN +0,84% e Bradesco PN +0,74%) subiam.

O Banco do Povo da China (PBoC) fez hoje uma injeção de 130 bilhões de yuans (US$ 19,9 bilhões) em recursos de curto prazo no sistema financeiro chinês, na maior oferta de fundos em um único dia desde 8 de setembro do ano passado. Também interveio no mercado de câmbio, com o objetivo de dar sustentação à moeda local, o yuan, e acalmar os investidores. Desse modo, o yuan terminou a sessão com baixa marginal diante do dólar e as bolsas chinesas voltaram a cair, mas em menor intensidade que ontem.

Enquanto isso, permanecem as tensões entre Arábia Saudita e Irã, que influenciam a cotação do petróleo. Hoje, a Saudi Aramco divulgou seus preços oficiais de venda de petróleo para fevereiro. O processo de estabelecimento desses preços é tipicamente técnico e tem pouco impacto no mercado em geral. Nos últimos meses, porém, em meio à forte queda nos preços globais do petróleo, os números têm sido acompanhados com atenção. Os clientes do noroeste da Europa foram beneficiados com preços mais baixos.

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Internamente, as incertezas em relação à condução da política econômica seguem no radar. Fontes dizem que a cúpula do PT defende que o governo faça uma ‘Carta ao Povo Brasileiro’ às avessas, com medidas para estimular o setor produtivo, pressão pela queda dos juros e mesmo o uso das reservas internacionais para investimentos.

No mercado de câmbio, o dólar inverteu a direção vista no início do pregão e passou a cair na última hora, pressionado por fluxo comercial positivo no mercado à vista, de acordo com operadores. Os exportadores aproveitam a subida inicial da moeda até R$ 4,0564 no balcão para vender, puxando a queda. O dólar à vista no balcão recuava 0,56%, a R$ 4,0122.

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