O dólar recua nesta terça-feira, 17, e, mais cedo, testou um viés de alta pontual, se ajustando à alta dos juros futuros após o tom considerado “hawkish” da ata do Copom e o viés de alta do índice DXY e também da moeda americana frente algumas divisas emergentes ligadas a commodities, como o dólar australiano, o dólar neozelandês, a lira turca e o rand sul africano.

Contudo, a moeda americana volta a ceder com o investidor pressionando a cotação a fim de enfraquecer a Ptax das 10 horas, que servirá de referência para o leilão de linha do Banco Central (10h20).

Na renda fixa, os operadores destacaram ao Broadcast trechos da ata que mostram alguma surpresa com a inflação e a perspectiva de maior potência no aquecimento da atividade econômica. Ainda assim, operadores não eliminam a possibilidade de um novo corte da Selic em fevereiro, de 0,25 ponto, para 4,25% ao ano. Além disso, contribui para a abertura da curva de juros o ambiente externo mais avesso ao risco.

Em relatório, a Renascença DTVM aponta que o teor “hawkish” do documento do BC é explicado por diversas alterações: a indicação de que o BC vê cenário de atividade mais positivo, com diminuição da ociosidade mais rápida que o esperado podendo afetar a inflação; melhora na visão sobre o cenário internacional, retirando trechos que davam a percepção de cenário externo mais adverso; o julgamento de que as transformações do mercado de crédito e capitais tendem a aumentar a potência da política monetária; e tom mais cauteloso sobre a inflação, destacando a surpresa inflacionária do choque de preços de proteína.

Às 9h50 desta terça, o dólar à vista caía 0,06%, a R$ 4,0597. O dólar futuro de dezembro recuava 0,09%, a R$ 4,0605.