O dólar comercial atingiu ontem sua menor cotação desde 18 de julho do ano passado. A moeda norte-americana terminou o dia com baixa de 2,05%, vendida a R$ 2,860. O principal motivo para a euforia do mercado financeiro foi a aprovação do texto básico da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara). Uma votação simbólica também aprovou a taxação de servidores públicos inativos, um dos pontos mais polêmicos da proposta.
A CCJ aprovou por 44 dos 57 votos da comissão as linhas gerais do parecer do deputado federal Maurício Rands (PT-PE), o que dá constitucionalidade à reforma da Previdência. “No entanto, agora vem a parte mais dura, que é o trâmite no Congresso”, afirma um analista.
A expectativa de captações de empresas brasileiras no exterior também é motivo de otimismo. Neste ano, o volume de captações das companhias nacionais é de quase US$ 9 bilhões.
Risco e dívida
Para completar o dia de boas notícias, o C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, também atingiu valorização recorde, a 91,438% do valor de face, com alta de 1,04%.
O risco Brasil desabou 3,24%, para 746 pontos.


