Dólar à vista na BM&F abre em alta de 0,53% a R$ 1,892

O terror em torno dos problemas no setor imobiliário de alto risco voltou a assombrar as mesas desde ontem à tarde, depois que a financeira norte-americana American Home Mortgage Investment Corp. (AHM) divulgou comunicado, dizendo que está tentando resolver problemas de liquidez. Depois disso, noticiou-se que o Bear Stearns enfrenta problemas em mais um dos seus fundos hedge (que investe em ativos variados) e teria impedido os investidores de fazerem saques. Nesta quarta-feira (1.º), o banco australiano Macquarie Bank informou que dois de seus fundos poderão apresentar perdas substanciais por conta dos problemas nas hipotecas de alto risco.

O impacto foi forte no desempenho dos mercados asiáticos e está sendo sentido também nas bolsas européias. Os índices futuros negociados em Nova York operam no negativo, embora em intensidade comedida, até o momento. Isso porque a informação da AHM, ontem, pegou os mercados asiático e europeu fechados, mas foi absorvida nos Estados Unidos e também no Brasil.

Mas casos mais recentes devem ser suficientes para sustentar esse comportamento negativo dos futuros do mercado acionário de Nova York, com reflexos na abertura do dólar. No começo do dia, o dólar à vista negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) subia 0,53%, cotado a R$ 1,892.

A tendência é de volatilidade, como é comum em momentos de maior estresse, quando os investidores ficam mais sensíveis a qualquer informação. O vaivém deve acompanhar de perto o comportamento dos ativos internacionais que, por sua vez, seguirão o noticiário do dia.

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