Economia

Dívida pública federal chega a R$ 9,38 trilhões em setembro

Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Depositphotos.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Depositphotos.

A Dívida Pública Federal chegou a R$ 9,38 trilhões em setembro de 2026, alta de 0,97% em relação a agosto, quando somava R$ 9,29 trilhões. O estoque aumentou R$ 90,22 bilhões em um mês, principalmente pela incorporação de juros, que acrescentou R$ 89,46 bilhões ao endividamento. As informações são da Gazeta do Povo.

Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida, divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29). O avanço da dívida federal ocorre em meio ao aumento do déficit das empresas estatais federais.

Estatais acumulam déficit recorde no período

De janeiro a setembro, as empresas estatais federais acumularam resultado negativo de R$ 8,5 bilhões, o pior para o período desde o início da série histórica do Banco Central, em 2002. O valor também supera o déficit anual recorde de R$ 6,73 bilhões, registrado em 2024.

A série do Banco Central não inclui Petrobras, Eletrobras nem bancos públicos. Entre as empresas consideradas estão os Correios, a Infraero, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a Dataprev e a Casa da Moeda.

Juros pressionam o endividamento federal

As emissões de títulos públicos somaram R$ 189,44 bilhões em setembro, enquanto os resgates chegaram a R$ 188,67 bilhões. A diferença resultou em emissão líquida de R$ 760 milhões. Assim, a incorporação de juros foi o principal fator para o aumento do estoque da dívida no mês.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna, que representa a maior parcela do endividamento federal, avançou 1,04%, de R$ 8,94 trilhões para R$ 9,04 trilhões. Já a dívida externa recuou 0,82%, para R$ 345,41 bilhões.

O custo médio da dívida federal acumulado em 12 meses subiu de 12,59% ao ano, em agosto, para 12,63% em setembro. No mesmo período, a parcela da dívida com vencimento nos 12 meses seguintes passou de 16,39% para 19,95%, ampliando a proporção do estoque que o Tesouro precisará pagar ou refinanciar nesse intervalo.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), indicador que inclui o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos estaduais e municipais, permaneceu em 82,9% do PIB em setembro, equivalente a R$ 11,1 trilhões. O percentual ficou estável em relação a agosto, mas a dívida acumulou alta de 4,3 pontos percentuais do PIB em 2026.

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