A dívida bruta do governo federal, estados e prefeituras chegou a R$ 10,9 trilhões em julho de 2026, o equivalente a 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB). É o maior patamar desde abril de 2021, durante a pandemia de covid-19. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central (BC) no Relatório de Estatísticas Fiscais. As informações são da Gazeta do Povo.

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O aumento do PIB evitou que o indicador ultrapassasse 83%, mas os juros elevados e as emissões de dívida pressionaram o resultado final. Apesar do crescimento da dívida, o governo registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, enquanto no mesmo mês de 2025 havia déficit de R$ 66,6 bilhões. Já as estatais apresentaram déficit de R$ 1,1 bilhão.

No acumulado de 12 meses, o resultado primário é deficitário em R$ 89,3 bilhões. O superávit primário é o saldo das contas públicas sem considerar o pagamento de juros da dívida.

Juros somam R$ 1,1 trilhão em 12 meses

Os juros da dívida pública totalizaram R$ 99 bilhões em julho de 2026, valor menor que os R$ 109 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. A redução ocorreu por conta das operações de swap cambial realizadas pelo BC. Porém, no acumulado de 12 meses, as obrigações com juros aumentaram para R$ 1,1 trilhão, ante R$ 941,2 bilhões nos 12 meses encerrados em julho de 2025.

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Por causa do peso dos juros, o resultado nominal das contas públicas ficou deficitário em R$ 97,6 bilhões em julho. O resultado nominal considera tanto as receitas e despesas quanto o pagamento de juros.

BC estima que corte na Selic pode reduzir dívida

Segundo o relatório do Banco Central, a redução de um ponto percentual na taxa Selic poderia diminuir a dívida bruta em R$ 63,3 bilhões, cerca de meio ponto percentual na relação dívida-PIB. A taxa Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e serve como referência para os juros cobrados no país.

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