A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu 3,29% em janeiro sobre dezembro e atingiu R$ 1,724 trilhão. No período, segundo informou hoje o Tesouro Nacional, o estoque da dívida apresentou uma redução de R$ 59 bilhões. A queda foi provocada por um resgate líquido de papéis de R$ 74,61 bilhões, o que compensou, em parte, o impacto de juros no estoque da dívida de R$ 15,87 bilhões.

Segundo o Tesouro, a participação de títulos prefixados na DPMFi caiu de 38,28% em dezembro para 35,17% em janeiro. Já os papéis remunerados com base em índices de inflação apresentaram elevação no período em relação ao total da dívida, passando de 29,60% para 31,25%. Os títulos atrelados à Selic também avançaram, de 31,54% em dezembro para 33,03%. O total de papéis corrigidos pelo câmbio ficou praticamente estável no período, passando de 0,57% para 0,54%.

O Tesouro informou ainda que o prazo médio da DPMFi aumentou de 3,49 anos em dezembro para 3,65 anos em janeiro. Um indicador bastante observado pelas agências de classificação de risco, a parcela das dívidas que vencem em até 12 meses, também aumentou de 22,32% em dezembro para 22,85% no mês passado. De acordo com o Tesouro, os títulos prefixados correspondem a 63,54% do total. Em seguida estão os títulos indexados à taxa flutuante, que representam 18,91% do total.

O custo médio da gestão da dívida acumulado em 12 meses caiu de 12,54% ao ano em dezembro para 12,44% ao ano em janeiro. Isso foi possível, de acordo com o Tesouro, por conta do comportamento de alguns indicadores. O IPCA, por exemplo, apresentou alta de 0,56% no mês passado ante variação de 0,83% em janeiro de 2011. No caso do IGP-DI, a taxa foi de 0,30% em janeiro ante 0,98% em igual mês do ano passado. E o IGP-M apresentou elevação de 0,25% em janeiro ante 0,79% em janeiro de 2011.