Brasília (ABr) – O Tesouro Nacional reduziu, em agosto, a emissão de títulos da dívida pública. Mesmo assim, não conseguiu impedir que o total da dívida interna continue crescendo. No mês passado, a dívida interna do governo brasileiro aumentou 1,4%. Com isso, a União deve R$ 964,55 bilhões a credores brasileiros. A alta da dívida total em agosto foi maior que a de julho, quando os débitos cresceram 1,32%.

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Já a parte da dívida administrada pelo Tesouro, cresceu menos. A chamada dívida pública mobiliária federal interna aumentou 0,6% no mês de agosto e soma R$ 920,79 bilhões. O acréscimo de R$ 5,12 bilhões em relação à divida de julho foi menor do que os aumentos verificados nos meses anteriores.

Isso ocorreu porque o Tesouro Nacional teve uma ?postura mais conservadora?, avaliou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Paulo Valle. Ele disse que as emissões totais de títulos públicos somaram R$ 27,9 bilhões em agosto, aí incluídas trocas equivalentes a R$ 3,5 bilhões. Como os resgates de títulos em poder do público foram maiores, no total de R$ 35,7 bilhões, a dívida mobiliária aumentou R$ 7,8 bilhões. Dos resgates, R$ 27,5 bilhões tiveram vencimento no decorrer do mês, e R$ 8,2 bilhões foram de operações antecipadas.

A dívida pública interna foi acrescida, porém, de R$ 43,76 bilhões das operações de mercado aberto, como revelou Ivan Gonçalves, chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto, do Banco Central.

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Paulo Valle disse que do volume de títulos emitidos em agosto, com remuneração prefixada, 63,9% ficaram em poder de instituições estrangeiras. A participação do comprador nacional foi mais expressiva na compra de títulos com rentabilidade atrelada à taxa básica de juros (Selic), com aquisição de 97,5%. No geral, 61,79% dos títulos pertencem a instituições nacionais, enquanto 38,21% estão com instituições estrangeiras.

O economista do Tesouro ressaltou que o prazo médio das emissões em ofertas públicas aumentou de 25,1 meses, em julho, para 27,9 meses, em agosto, em conseqüência da maior participação dos títulos remunerados à taxa Selic, que somam R$ 514,22 bilhões ou 53,31% da dívida total. Em contrapartida, porém, o prazo médio do estoque da DPMFi diminuiu de 27,6 para 27,4 meses, na comparação agosto-julho.

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