A dívida do governo federal em títulos públicos vendidos no mercado interno cresceu de R$ 737,34 bilhões em janeiro para R$ 743,15 bilhões em fevereiro, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central e pelo Tesouro Nacional.

O aumento, de 0,78%, foi registrado devido aos juros pagos pelos papéis e também ao aumento de 0,92% na cotação do dólar no mês passado -parte da dívida interna está atrelada à moeda norte-americana.

Apesar disso, o governo conseguiu reduzir a parcela de papéis que sofrem a influência da variação cambial. Do total da dívida, apenas 19% terminou fevereiro indexada ao dólar, contra 21,03% no mês anterior.

O governo vem reduzindo a parcela da dívida em dólar para tornar seu pagamento mais previsível – a cotação da moeda norte-americana registrou forte variação no Brasil nos últimos anos.

Pelo mesmo motivo, o governo também estabeleceu como meta reduzir a dívida atrelada à taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, cujo valor varia de acordo com as condições do mercado. No entanto, em fevereiro esses papéis subiram de 51,05% para 51,83% do total da dívida.

Por outro lado, o governo conseguiu atingir dois outros objetivos: aumentou a dívida prefixada, que passou de 12,57% para 13,59% do total, e elevou a parcela de papéis atrelados a índices de inflação, de 13,55% para 13,76% do total.