O governo já definiu quem será o novo presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eduardo Nunes, atual chefe do Departamento de Contas Nacionais do instituto, vai substituir o presidente Sérgio Besserman Vianna. O nome de Nunes foi definido nesta semana. Ele deve assumir o cargo já na semana que vem, segundo informações do próprio IBGE.

A substituição de Bessermann foi decidida na última semana, depois que o senador Aloizio Mercadante (PT) provocou uma grande polêmica ao criticar a mudança de metodologia no cálculo da taxa de desemprego do instituto.

Mercadante afirmou que o IBGE teria mudado a metodologia com o objetivo de elevar as taxas de desemprego durante o governo Lula. A intenção foi negada por Bessermann no dia seguinte.

Algumas das principais mudanças da nova pesquisa são a redução da idade mínima da população em idade ativa de 15 para 10 anos. O período de referência para procura de trabalho foi ampliado de uma semana para 30 dias.

A nova pesquisa também começou a considerar como ocupados os trabalhadores não remunerados com jornada semanal inferior a 15h e excluir as pessoas com afastamentos de longa duração na classificação de ocupados.

Essas modificações ajustam os dados para uma metodologia mais próxima da adotada por institutos como o Dieese, por exemplo. No entanto, também fizeram a taxa de desemprego pular de patamares próximos a 7% para níveis têm como resultado uma taxa de desemprego maior que a apurada anteriormente.