A presidente Dilma Rousseff considerou “insatisfatória” a explicação apresentada, na última segunda-feira, pelo Ministério das Minas e Energia para o apagão que durou cerca de cinco horas e deixou 46 milhões de pessoas sem luz, no Nordeste, na sexta-feira. Segundo o secretário-executivo das Minas e Energia, Marcio Zimmermann, o problema foi causado pelo cartão eletrônico de proteção da subestação de energia de Luiz Gonzaga, na divisa da Bahia com Pernambuco. Dilma “não se convenceu” da justificativa apresentada e exigiu maiores explicações de todos os dirigentes do setor elétrico, sem precisar um prazo para que elas sejam apresentadas.
Já na manhã desta terça-feira (8), Dilma telefonou para o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, para lhe avisar que queria mais dados sobre o ocorrido. Fez o mesmo com outros dirigentes do setor elétrico. Para a presidente, que foi a titular das Minas e Energia no governo Lula, o problema não pode ser reduzido à falha em um cartão. “Ela não engoliu bem isso e quer detalhes”, disse um interlocutor direto do presidente. “Se foi problema no cartão, que problema foi esse, por que ele falhou, foi erro humano, foi um defeito do sistema, que problema exatamente ocorreu?”, comentou este interlocutor, ao relatar os questionamentos feitos pela chefe do governo, ao cobrar informações mais precisas.
Na avaliação da presidente, as explicações para a população precisam ser mais claras e mais rápidas. Ela, que conhece o setor e acompanhou outros problemas ocorridos no passado, acha que as justificativas não têm sido apresentadas a contento, considerando que, até o momento, passa para a população que o governo não sabe exatamente o que correu naquela madrugada quando houve o primeiro apagão do governo Dilma.


