A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje, em discurso na sede da Petrobras, no Rio, que a forma de outras empresas participarem da exploração de petróleo no Brasil não pode continuar a ser a mesma que vigora desde a quebra do monopólio. “A parte expressiva da renda petrolífera tem de ficar com o povo brasileiro. Outros também poderão ficar com parte da renda, mas não da forma tranquila como antes, quando se tinha alto risco para investir e não se tinha tanta qualidade. Agora trata-se de baixo risco e alta qualidade. Mesmo que fosse de 30% a taxa de sucesso (na exploração do pré-sal), ou até um pouco mais, seria muito baixo (o risco) perto de outras companhias internacionais”, disse.

A ministra defendeu que o Brasil não se deixe abater pela “maldição do petróleo”, da qual foram vítimas outros países produtores e que consiste em exportar óleo bruto e importar equipamentos e serviços. Em discurso na sede da estatal durante cerimônia para a assinatura do contrato de financiamento de R$ 25 bilhões do BNDES para a Petrobras, Dilma lembrou que outros países não souberam aproveitar a oportunidade para reverter a renda do petróleo para a sociedade. “O presidente Lula acha importante reverter esta renda para educar o brasileiro e acabar com a pobreza”, afirmou. Ela ressaltou que o novo marco regulatório tem papel fundamental para reverter o cenário.