A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira, 19, que o o capital “é commodity, é imprescindível, mas o empreendedor é o sujeito do processo de que o País precisa para se desenvolver”. Dilma ressaltou que o empreendedor é exemplo “de coragem e ousadia”, pois assume os negócios em um momento em que, nas suas palavras, tudo está indefinido.

“Vocês fazem a diferença em um país como o Brasil, que, sem dúvida, precisa de uma rede de empreendedores e precisa que a rede seja forte”. A presidente participa, na manhã desta terça-feira, da abertura do XIV Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), em Campinas, no interior de São Paulo.

Dilma Rousseff avaliou que o País vive uma realidade diferente da de 1963, quando a Facesp foi fundada. “Criamos condições para a transformação da população em cidadãos consumidores e, portanto, criamos um grande mercado de consumo que é a fonte de dinamismo para todos os setores”, completou.

A presidente também aproveitou para repetir que a força da economia do Brasil está na estabilidade. Assim como fez na última sexta-feira, 15, no congresso do PCdoB, e, na segunda-feira, 18, pelo Twitter, Dilma comentou vários pontos macroeconômicos. Lembrou que pelo 10º ano consecutivo o País fechará com a inflação dentro da meta (abaixo do teto de 6,5%), com a dívida de 35% do PIB e US$ 376 bilhões de reservas internacionais.

“Dos 20 países mais desenvolvidos, apenas seis produzem superávit primário. Somos o terceiro, considerando o tamanho do superávit: o primeiro é a Arábia Saudita, a Itália é a segunda e o Brasil é o terceiro”, explicou. Ela reafirmou que o Brasil tem fundamentos econômicos sólidos e em um cenário inverso ao de redução drástica de empregos no mundo, com a implementação de políticas para estimular a produção. “Emprego, renda e estabilidade macroeconômica dão a base do mercado de consumo que mostra oportunidades diversificadas”, disse.

A presidente citou ainda as políticas sociais que contribuíram para que no Brasil tenha tirado 36 milhões de pessoas da miséria, o que levou à criação de um “mercado pujante” de consumo. “O dinamismo do comércio e da indústria significou oportunidades para milhões de brasileiros, que é ter seu próprio negócio. Sonho precisa ser regado e apoiado”, completou, lembrando que 80% dos CNPJs ativos são de micro e pequenas empresas no País e que a adesão ao Simples cresceu 40% desde 2011, o que mostraria o acerto no processo.