Dilma: Brasil está mais ‘robusto’ frente a crise

A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje que, apesar das turbulências internacionais, o Brasil está numa situação “muito mais robusta” do que em 2008, ano em que estourou a crise financeira. Ela destacou que o País possui mais reservas internacionais, mais depósitos compulsórios e conta com programas como o Minha Casa, Minha Vida e a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

“Vamos enfrentar a crise da forma mais eficaz para que nosso País permaneça no trilho do crescimento responsável”, disse a presidente, durante cerimônia de anúncio da criação de quatro universidades no País. “Tenho certeza de que esse momento de turbulência vai nos encontrar cada vez mais empenhados, União, Estados e municípios, a Câmara Federal, o Senado e o Judiciário, vai nos encontrar cada vez mais empenhados em dar respostas firmes e concretas diante desse momento”, disse a presidente.

Dilma também mencionou que técnicos da Petrobras estão sendo treinados para a exploração da área do pré-sal e que há uma demanda de setores de alta tecnologia por trabalho qualificado. “Essas empresas apostam no Brasil, sabem que os países em desenvolvimento crescerão pelo menos o dobro do que os países mais ricos. Essa é a oportunidade que nós temos. Temos de ter consciência do que significamos hoje no mundo”, disse a presidente, acrescentando que o Brasil tem baixo risco de contágio e que o “mundo não desconhece nossa situação”.

Segundo a presidente, o Brasil não é uma “ilha” imune à crise, mas pode se blindar diante dos desdobramentos das tensões mundiais. “Apesar de não sermos imunes à crise, podemos cada vez mais nos blindar e fazer com que esse processo de crescimento signifique processo de elevação da atividade econômica, oportunidades, empregos”.

Universidades

Foram anunciadas hoje a criação de quatro universidades, 47 campi e 208 unidades de institutos federais de educação, ciência e tecnologia no País. As novas universidades federais são: a do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), com sede em Marabá; a da Região do Cariri (UFRC), com sede em Juazeiro do Norte; a do Oeste da Bahia (Ufoba), em Barreiras; e a do Sul da Bahia (Ufesba), em Itabuna. As quatro instituições deverão contar com 17 campi, dos quais 12 serão novos, e ser abertas até 2014, informou o Ministério da Educação.

Voltar ao topo