O foco do novo governo do Paraná é a inclusão social. Estamos trabalhando para fazer dos programas de campanha um plano de governo, que sejam programas compensatórios e indutores de desenvolvimento. A afirmação é da Secretária de Planejamento do governo do Estado, Eleonora Fruet, que esteve ontem (11), na Federação do Comércio do Paraná, em reunião com empresários dirigentes sindicais de todo o Estado. Na oportunidade foi apresentado o “Diagnóstico Social e Econômico”, desenvolvido pelo Ipardes, e que vai ordenar os projetos para “transformar o Paraná”.
Segundo o levantamento, nos últimos vinte anos diminuiu a participação do jovem no desenvolvimento da economia paranaense. “Ao mesmo tempo houve um aumento na concentração urbana nos principais pólos, como Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu”, disse a presidente do Instituto, Liana Carleial, que acompanhou a Secretária. O estudo aponta, ainda, que nos últimos trinta anos, 200 municípios do Estado perderam população, “que se concentrou nos grandes centros”. Dos trinta municípios que cresceram acima da média do Estado, quinze estão na área da Região Metropolitana de Curitiba.
A principal constatação, porém, deve ser a pequena participação do Paraná no IDH – Indicador de Desenvolvimento Humano. Na comparação com os demais estados da região Sul – São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o Paraná é o que tem o mais baixo indicador. “Setenta e dois por cento dos municípios do Paraná estão abaixo da média do IDH brasileiro”, explicou Liana. Isto representa 288 dos 399 municípios. “Isso é difícil de compreender na quinta economia do País, um estado que é responsável por 22% da produção nacional de grãos”, lembrou a secretária Eleonora Fruet.
Liana mostrou diversos indicadores industriais, habitacionais, de saneamento, mercado de trabalho e moradia, que precisam ser modificados. Por exemplo, 5% dos moradores do Estado ainda não possuem canalização interna (ou seja, não possuem nenhuma torneira dentro de casa); são 1.372 favelas e em mais de 690 mil domicílios do Estado, chefes de família têm renda inferior a um salário mínimo.
“O nosso desafio é mudar esse panorama, ampliando o número de municípios com o IDH maior e possibilitando o desenvolvimento do Estado como um todo”, disse a secretária. O presidente da Federação do Comércio do Paraná, Rubens Brustolin, colocou a entidade à disposição e se prontificou a colaborar para que o Estado conquiste, novamente, seu lugar no contexto socioeconômico brasileiro.


