Embora aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a devolução de R$ 100 bilhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao governo federal ainda enfrenta resistências.

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O Conselho de Administração do banco terá de aprovar a operação, e pelo menos um conselheiro já se manifestou contra, ao passo que um dos formuladores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ainda lança dúvidas sobre a legalidade da devolução.

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O TCU deu aval à operação na quarta-feira, ao aprovar o relatório do ministro Raimundo Carreiro. Horas após a sessão, o banco de fomento informou que devolverá os R$ 100 bilhões de uma só vez, e não em três parcelas anuais, desenho original da operação.

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Membro eleito do Conselho de Administração do banco, William Saab declarou ao boletim interno da AFBNDES, associação que representa os funcionários, que a devolução é “equivocada”, porque viola “fundamentos de naturezas jurídica e econômico-financeira”.

“Sob o aspecto jurídico, o texto disposto no inciso II do Artigo 37 da Lei de Responsabilidade Fiscal é claríssimo”, afirmou Saab, que é diretor da AFBNDESo, em nota publicada nesta quinta-feira, 24, no boletim online da entidade.

O economista José Roberto Afonso, que atuou na formulação da LRF no fim dos anos 90, tem apontado para a ilegalidade da devolução dos R$ 100 bilhões desde que a medida foi proposta pelo Ministério da Fazenda, em maio.

O aval do TCU não mudou sua posição, disse Afonso ao jornal à reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.