Em todo o Paraná, das 1.353 análises feitas em postos de combustíveis pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em novembro de 2008, resultado mais atual, 18 foram reprovadas. Na grande Curitiba, no mesmo período, das 802 coletas feitas pela ANP, cinco foram reprovadas.

Para facilitar a identificação do combustível adulterado, uma equipe formada pelo engenheiro eletrônico-aeronáutico Wagner Main, em parceria com engenheiros químicos e a Polícia Científica de Campinas, no interior de São Paulo, desenvolveu um detector de qualidade de combustível.

De acordo com Main, o índice alto de oxigênio no combustível acusa a fraude. “O aparelho fica instalado a 30 centímetros da tampa de combustível e aponta, através de um medidor instalado no painel do automóvel, se o álcool, óleo diesel ou gasolina é adulterado. Quando o alarme soar, basta o consumidor cancelar o abastecimento”, explica o engenheiro.

Para Main, a segurança que o detector traz ao motorista é o maior objetivo do projeto. “Com esse sistema, o motorista terá certeza que está abastecendo em locais seguros”, avalia. De acordo com os projetistas, a intenção inicial é distribuir o produto para fornecedores e montadoras de veículos. Se você tiver críticas ou sugestões, escreva para consumidor@oestadodoparana.com.br.