As despesas do Governo Central, no acumulado de janeiro a julho, cresceram 12,87%, na comparação com igual período de 2006, enquanto as receitas subiram 13,18%. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Tesouro Nacional, as despesas com pagamento de benefícios cresceram 12,19%, e os gastos com pessoal, 13,96%. As despesas com custeio e capital subiram 13,05%. Do lado das receitas, o Tesouro teve um aumento de 13,07%, e a Previdência, de 13,96%. Também aumentaram as transferências da União para Estados e municípios – em 13,02%.
O Tesouro destaca, em nota, que o crescimento das receitas vem ocorrendo em função do desempenho da economia, da evolução do nível de preços e da massa salarial, além da entrada de recursos por causa dos programas de parcelamentos de débitos da Receita Federal, da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As despesas do Tesouro Nacional, segundo a nota, ocorreram em função dos gastos vinculados ao aumento do salário mínimo, como Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) e despesas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), como abono salarial e seguro-desemprego.
Investimento
O Tesouro Nacional informou que a execução dos investimentos previstos no projeto piloto de investimento (PPI) atingiu em 2007, até julho, R$ 1,5 bilhão. No mesmo período do ano passado, essa despesas somavam R$ 978,8 milhões. Esses projetos são considerados prioritários pelo governo e têm liberação de verbas mais rápida.
Os investimentos totais do governo previstos no orçamento da União apresentaram crescimento de 23% nos primeiros sete meses de 2007 sobre igual intervalo de 2006, atingindo R$ 8,658 bilhões ante R$ 7,047 bilhões no exercício passado. Os dados do Tesouro também mostraram que o superávit primário acumulado no ano alcançou R$ 47,696 bilhões, valor 14,9% superior ao obtido entre janeiro e julho do ano passado e próximo da meta de R$ 53 bilhões prevista para todo o ano de 2007.


