Foto: Arquivo/O Estado

 Construção civil foi um dos segmentos com expansão na ocupação.

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba caiu de 7,6% em agosto para 7% em setembro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada ontem, pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de pessoas desocupadas e procurando emprego na região caiu de 112 mil para 103 mil pessoas, o que significa redução de 8%.

Na comparação com setembro de 2004, o número de pessoas desocupadas e procurando emprego sofreu redução de 8,8%, sendo que naquele ano o número chegava a 113 mil pessoas. A diretora do Centro Estadual de Estatística (CEE), Sachiko Araki Lira, lembra que em 2005 a taxa de desemprego na RMC apresentou quedas consecutivas entre os meses de março e junho, chegando a estabilidade nos meses de julho e agosto, tornando a apresentar redução em setembro.

Sachiko atenta ainda, para o fato de a RMC ter apresentado a menor taxa de desocupação entre as regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, seguida pelas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (7,4%), Porto Alegre (8,4%), Belo Horizonte (8,1%), São Paulo (9,7%), Recife (15%) e Salvador (15,2%). A média nacional foi de 9,6%.

Em Curitiba, os grupos de atividades que apresentaram aumento no número de ocupados em setembro, quando comparados a agosto: ?construção civil? (4,4%); ?comércio, reparação de veículos automotivos, de objetos pessoais e domésticos, e comércio varejista de combustíveis? (0,3%); ?intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas? (1,1%) e ?administração pública, defesa, seguro social, educação, saúde e serviços sociais? (6,7%).

Comparativamente a setembro/2004, os grupamentos que apresentaram aumento no número de pessoas ocupadas foram: ?indústria extrativa e de transformação, produção e distribuição de eletricidade, gás e água? (3,7%), ?comércio, reparação de veículos automotivos, de objetos pessoais e domésticos, e comércio varejista de combustíveis? (10%), ?intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas? (17,9%), ?administração pública, defesa, seguro social, educação, saúde e serviços sociais? (6,7%) e ?serviços domésticos? (2,2%).

Em contrapartida, os grupos que apresentaram redução em setembro de 2005, foram: ?indústria extrativa e de transformação, produção e distribuição de eletricidade, gás e água? (-1,4%); ?serviços domésticos? (-1,1%) e ?outros serviços? (-2,9%). Comparados ao ano anterior, os seguintes grupamentos apresentaram redução no contingente de pessoas ocupadas: ?construção civil? (10,4%) e ?outros serviços? (3,3%).

A PME estimou em 2,467 milhões o número de pessoas em idade para trabalhar. Destas, 59,9% encontravam-se no mercado de trabalho, sendo consideradas então, economicamente ativas (PEA). O Ipardes estimou em 1,374 milhão o número de ocupados em setembro de 2005, o que significa acréscimo de 0,5% em comparação com agosto.

Rendimento

O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas em setembro foi de R$ 940,70. A PME mostra ainda, que os empregados do setor privado com carteira assinada tiveram acréscimo de 3% em seus rendimentos médios. Já os empregados do setor privado sem carteira assinada tiveram queda de 2,7% e os trabalhadores por conta própria, decréscimo de 5,6%.