O desemprego familiar -residência em que há em média 1,2 desempregado – é de 26% em Curitiba, revela a pesquisa elaborada pelo instituto Toledo & Associados. O índice está abaixo da média nacional, que é de 42%. “Apesar do índice de desemprego ser perverso, a situação de Curitiba ainda é melhor do que de outras cidades como São Paulo, cujo índice é de 42%, ou mesmo do Nordeste, em que o índice é de 52%”, aponta Francisco José de Toledo, diretor-geral da Toledo & Associados – instituto de pesquisa que está no mercado há 26 anos.
Entre os dias 21 e 28 de maio, o instituto realizou pesquisa quantitativa probabilística e domiciliar em nove regiões de Curitiba: Bairro Novo, Boa Vista, Boqueirão, Cajuru, Matriz – Ahu, Juvevê, Bigorrilho, Centro, entre outros -, Pinheirinho, Portão, Santa Felicidade e Cidade Industrial. A base da pesquisa foi de 605 amostras.
Segundo o levantamento, os maiores índices de desemprego familiar estão nas regiões de Santa Felicidade (36,1%), Bairro Novo (34,7%), Boqueirão (33,8%) e Pinheirinho (33,3%). A região que apresentou menor índice foi a do Boa Vista (19,8%).
Em relação à ocupação individual, 10% declararam como desempregados e 5% como free-lancer (fazem ‘bico’), resultando em 15% de desempregados. Entre as ocupações mais citadas estão: dona-de-casa (16%), autônomo (14%), aposentado/pensionista (14%), trabalhador/serviço (11%), trabalhador/comércio (7%), proprietário/comércio (6%), trabalhador/indústria (5%), funcionário público/militar (4%), estudante/bolsista (4%), proprietário/serviço (2%), estagiário (2%) e profissional liberal (1%). Na região do Bairro Novo, há 18% de desempregados, enquanto no Pinheirinho há 17% vivendo ‘de bicos.’ A idade média da amostra é de 40,8 anos.
Quanto à escolaridade, a pesquisa revela que há apenas 1,5% de analfabetos, sendo que 89% são mulheres. A maior parte dos entrevistados (32%) declarou ter formação de ensino médio completo e superior incompleto, 23% têm primário completo e ginásio incompleto e 22%, ginásio completo e colegial incompleto. Dos entrevistados, 8% têm curso superior completo.
Renda pessoal
Na média, a renda pessoal em Curitiba é de R$ 640,00 mensais – valor maior do que a média nacional, que é de R$ 470,00. Do total de pesquisados, 25% responderam que não têm rendimento algum; entre as mulheres, há 36% delas nesta situação. Já a renda familiar é de R$ 1.450,00 – situação também melhor em relação à média nacional, que é de R$ 1.170,00. “Em termos de renda, Curitiba está melhor do que a Região Sudeste, por exemplo”, aponta Toledo.
Na classificação sócio-econômica, no critério Abipeme (Associação Brasileira de Instituto de Pesquisa de Mercado), a maior parte dos entrevistados (42%) pertence à classe C, seguido pela classe B (28%), classe D (22%), classe E (5%) e classe A (3%). Na classificação sócio-econômica o parâmetro é por itens de conforto existentes no lar, como número de aparelhos de televisão, som, geladeira, computador, entre outros.
Do total de entrevistados (605), 15% deles são do bairro Boa Vista, seguido pelo Portão (14%), Matriz, Boqueirão e Cajuru (13%), Cidade Industrial (10%), Bairro Novo e Pinheirinho (8%) e Santa Felicidade (6%). Metade dos entrevistados é do sexo masculino e outra metade feminino.


