Rio de Janeiro – O primeiro recuo na taxa de desemprego, observado no mês de  junho (9,7%), depois de três meses na faixa de 10,1% da população economicamente ativa (PEA), representa o início de uma tendência de trajetória declinante. A opinião é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que também disse considerar essa queda "o resultado do crescimento da economia brasileira?.

Os dados foram divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que a redução do nível de desemprego refletiu a criação de 87 mil postos de trabalho em São Paulo.

?Eu sou um otimista. Desde que entrei no ministério eu tenho dado sorte, temos batido recordes após recordes na geração de emprego. Este ano, já passamos da marca de 1,28  milhão de novos empregos gerados com carteira de trabalho?, afirmou o Lupi, após participar nesta sexta-feira (27) de reunião na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O ministro disse estar convencido de que ao final do ano o país superará o recorde de 2004, de 1,5 milhão de  empregos. E creditou o aumento à estabilidade da moeda, à redução na taxa de juros e ao próprio crescimento econômico.

Segundo Lupi, já ficaram para trás as previsões feitas em dezembro passado, de crescimento econômico de 3% a 3,5%: ?Agora, o próprio Fundo Monetário Internacional está avaliando 4,3%. E eu, como sou brasileiro, nacionalista e otimista, acho que vai chegar a 5%. Isso vai fazer o crescimento natural, muito grande, dos contratos de trabalho oficiais. Eu estou muito otimista e acho que nós vamos continuar batendo esses recordes?.

Ele esclareceu que a pesquisa do IBGE, realizada com base em seis regiões metropolitanas, e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), cujos dados abrangem todo o país,  são correlatos.

O ministro analisou que ?como a projeção do crescimento econômico está sendo continuada e deve prosseguir nos próximos cinco anos, haverá uma queda maior ainda e, principalmente, com formalização do emprego ? e quando o empresário começa a querer formalizar o trabalho, é sinal de que confia na economia, nos seus rendimentos, no maior lucro".

Lupi destacou também o esforço de fiscalização como fator de melhoria no quadro do emprego formal. E informou que o ministério está convocando mais 200 auditores fiscais.