Economia

Desemprego cai para 5,3% em julho e atinge menor nível desde 2012

Imagem mostra uma trabalhando em um computador.
Foto: Pixabay / Memin Sito

A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026 e atingiu o menor nível para o mês desde o início da série histórica, em 2012. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (27). Apesar do avanço do emprego, o rendimento médio do trabalhador ficou praticamente estável, sinalizando uma possível perda de força na recuperação da renda. As informações são da Gazeta do Povo.

O índice recuou em relação aos 5,8% registrados no trimestre encerrado em abril e também ficou abaixo dos 5,6% de julho de 2025. A taxa veio dentro da expectativa do mercado e confirma a manutenção do desemprego em níveis historicamente baixos. O mercado de trabalho ganhou 1 milhão de ocupados na comparação com o trimestre anterior, alta de 1%.

A queda foi acompanhada pela abertura de novos postos de trabalho, tanto formais como informais. Ao todo, 899 mil pessoas foram incorporadas à população ocupada em um ano. Com isso, o país calcula 103,3 milhões de trabalhadores, o maior número já registrado pelo IBGE. O número de desempregados caiu para 5,8 milhões, uma redução de 503 mil pessoas em relação ao trimestre anterior.

Por outro lado, o rendimento real habitual de todos os trabalhos recuou 0,7% entre os trimestres terminados em abril e julho, para R$ 3.762. Na comparação com julho do ano passado, porém, o rendimento médio ainda registra alta de 3,3%.

A construção civil foi responsável por boa parte do avanço recente, com 371 mil trabalhadores a mais em relação ao trimestre anterior. Esses novos ocupados incluem profissionais como pedreiros e auxiliares de obras, que recebem salários menores. A leitura dos dados aponta para um mercado de trabalho ainda aquecido, mas com sinais de desaceleração.

Depois de sucessivas melhoras desde a retomada da economia após a pandemia, especialistas avaliam que a estabilização do desemprego em níveis baixos pode anteceder uma piora no segundo semestre. A expectativa está relacionada também ao ritmo da economia, em que analistas consultados pelo Banco Central estimam um crescimento de apenas 1,9% neste ano, na comparação com os 2,3% de 2025.

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