A taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do Brasil recuou para 11,7% da PEA (População Economicamente Ativa) em junho, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se do segundo mês de queda do desemprego. Em maio deste ano, a taxa recuou para 12,2%, após bater um recorde de 13,1% em abril. Março registrou 12,8%; fevereiro, 12%; e janeiro, 11,7%.

O total de desempregados passou de 2,6 milhões de pessoas em maio para 2,5 milhões em junho. A população ocupada era composta em junho por 18,9 milhões de pessoas, um aumento de 90 mil em relação a maio.

O rendimento médio do trabalhador aumentou 1,8%, atingindo R$ 886,60, melhor valor desde agosto do ano passado. Além disso, o contingente de empregados com carteira assinada cresceu 3,2% em relação a junho de 2003. Foi a quarta alta consecutiva nessa categoria.

O gerente da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE, Cimar Azeredo Pereira, avalia que por trás da queda no desemprego está a sazonalidade. Ou seja, é normal que as empresas comecem a contratar nessa época pois já começam a se preparar para a demanda de final de ano.

“Mas não é só isso (…). A queda na desocupação, o aumento do trabalho com carteira e a melhora no rendimento mostram que o cenário econômico está mais favorável ao mercado de trabalho”, disse Pereira.

Ele admite que o movimento foi contrário no ano passado, quando o nível de atividade estava fraco devido às altas taxas de juros. Em junho de 2003, a taxa de desemprego chegou a 13% da PEA.

“Seguindo o histórico da pesquisa, dá para dizer que a tendência é de desaceleração da taxa de desemprego”, afirmou o gerente da PME.

Para o analista do IBGE, Marcio Ferrari, o bom desempenho das exportações também pode estar colaborando com a melhora na oferta de trabalho. Porém, a pesquisa não consegue identificar esses dados.

Regiões

A maior taxa de desemprego entre as seis regiões pesquisadas foi verificada em Salvador, com índice de 14,9% da PEA. São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram taxas de 13,4% e 8,9%, respectivamente. As outras regiões pesquisadas são: Recife (12,8%), Belo Horizonte (10,5%) e Porto Alegre (9,5%).

Em junho, houve também um significativo aumento no número de empregados sem carteira assinada no setor privado, em relação ao mesmo mês de 2003.

A alta chegou a 8,6%, puxada principalmente pelo mercado de trabalho de São Paulo. Dos 242 mil trabalhadores que passaram a integrar o total de empregados sem carteira em um ano, 226 mil estavam na Região Metropolitana de São Paulo.