Economia

Deputada Gleisi Hoffmann critica mercado financeiro e defende diálogo

Imagem mostra uma trabalhando em um computador.
Foto: Pixabay / Memin Sito

A deputada federal Gleisi Hoffmann publicou críticas ao mercado financeiro nesta segunda-feira, 2 de junho. Em postagem nas redes sociais, a parlamentar do PT afirmou que o setor possui DNA autoritário e estaria apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro. A declaração ocorre em meio à polêmica sobre propostas de controle de juros pelo governo federal. As informações são da Gazeta do Povo.

Gleisi argumentou que é natural o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dialogar com pessoas que pensam diferente dos agentes da Faria Lima. Segundo ela, ouvir propostas alternativas não significa que o governo pretende implementá-las automaticamente.

Proposta de redução de juros gera debate

A controvérsia começou após o economista André Lara Resende, um dos criadores do Plano Real, publicar artigo em setembro defendendo a redução gradual da taxa Selic dos atuais 13,75% para cerca de 7,5% ao ano. A estratégia seria conduzida por um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, órgão a ser criado especificamente para essa função.

No domingo, 1º de junho, Gleisi havia elogiado publicamente o texto de Lara Resende, classificando-o como fundamental para enfrentar o que chamou de ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira. O economista José Sérgio Gabrielli, coordenador do plano de governo de Lula, também apoiou a proposta em documento de 11 páginas.

Governo nega reunião e recua de proposta

O jornal O Globo noticiou que Lula teria encontro marcado com Lara Resende nesta semana, informação que provocou reação negativa no mercado. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, desmentiu a agenda e negou ao G1 que o governo avalie tabelar juros da Selic ou queimar reservas cambiais.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou à Folha de S.Paulo que apenas Durigan tem autorização para falar sobre política econômica. Ele declarou que especulações na área econômica não colaboram com o país.

Críticos da proposta argumentam que a crise fiscal mantém os juros elevados e que as medidas ameaçam a autonomia do Banco Central. Analistas identificaram semelhanças entre as sugestões de Resende e políticas adotadas no governo Dilma Rousseff antes da recessão de 2015.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.