Brasília

– O ministro de Minas e Energia, Francisco Gomide, disse acreditar que, passada a instabilidade provocada pelo período eleitoral, a Petrobras deve retornar à política “mais transparente” de reajustar preços de combustíveis regularmente por intervalos de, no mínimo, 15 dias. “Certamente, a retomada dessa política será lógica, dentro de um mecanismo transitório, até porque nós esperamos uma queda nos preços internacionais do petróleo”, disse o ministro em entrevista coletiva, justificando essa expectativa com o argumento de que a possibilidade de uma guerra entre Estados Unidos e Iraque já estava precificada nas cotações de ontem.

Para Gomide, a Petrobras sofre uma dificuldade em converter preços internacionais, cotados em dólar, para valores em reais, diante do que chama de “ataque especulativo” por que passa o câmbio. Na avaliação do ministro, há uma “co-relação espúria” entre o período eleitoral -que indiretamente contribui para a oscilação do dólar – e o reajuste de preços da Petrobras. “Quando dois eventos têm uma certa co-relação, isso não quer dizer que seja uma relação de causa e efeito. Os dois (dólar e preço) estão dependendo da eleição”, disse o ministro, descartando, que isso seja uma postura eleitoreira.