Washington (AE) – O Sistema Geral de Preferências (SGP), que concede isenção tarifária a US$ 3,6 bilhões exportados pelo Brasil para os Estados Unidos, pode não ser renovado neste ano. A agenda do Congresso americano está lotada e o SGP não é prioridade. O sistema vence em 31 de dezembro e esses produtos brasileiros passariam a ter impostos de importação, até que um novo projeto fosse votado. Mas essa é uma boa notícia: com um Congresso liderado por democratas, aumenta a chance de um projeto favorável ao Brasil ser aprovado em 2007.
Para o diretor-gerente da consultoria Stonebridge International, Joel Velasco, são poucas as chances de o SGP ser renovado até o fim do ano. Têm prioridade de votação a normalização das relações comerciais com o Vietnã e a renovação das preferências tarifárias com os países andinos.
Se o projeto ficar para o ano que vem, porém, há grandes chances de ser renovado sem nenhuma restrição para os produtos brasileiros. Os democratas têm dois projetos que renovam as isenções de imposto de importação do SGP sem restrições.
Se fossem aprovados os projetos republicanos para o SGP, cerca de US$ 300 milhões de produtos do Brasil que entram com tarifa zero nos Estados Unidos passariam a ter impostos. Os maiores afetados seriam os exportadores de autopeças.
Último esforço
Empresários brasileiros ainda apostam na aprovação de um projeto favorável este ano. Um grupo de empresários da Câmara Americana de Comércio passou o dia de anteontem conversando com assessores de congressistas para fazer esclarecimentos sobre os benefícios do SGP para os importadores americanos. ?Mas eu ainda senti muita repercussão dos argumentos do senador Charles Grassley aqui no Congresso?, disse a diretora de assuntos estratégicos da Câmara Americana, Adriana Machado.


