O preço mínimo a ser pago pelas fecularias pela tonelada de raiz de mandioca nesta safra será de R$ 100,00. O valor foi definido na reunião mensal dos associados da Abam (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca), realizada na semana passada, em Paranavaí, no Paraná.

Durante a reunião foram divulgados os dados da produção e das exportações brasileiras de amido de mandioca. A produção teve crescimento de cerca de 16% em relação ao ano 2001, atingindo o maior volume já obtido pelo Brasil no setor: de 667.297 toneladas, contra as 575.577 toneladas de 2001. As exportações de fécula de mandioca também tiveram significativo crescimento – de 38,16%. Foram exportadas no ano passado 24.779 toneladas. Em 2001 as exportações atingiram 17.935 toneladas.

Foram tratadas também no encontro outras questões de interesse do setor como a campanha Plantio Responsável de Mandioca. Para incentivar o plantio, visando maior oferta de matéria-prima, fecularias associadas à Abam vão promover seminários regionais, dirigidos aos produtores rurais. Os seminários vão acontecer nos dias 9 e 30 de maio e 13 de junho, nas cidades de Cianorte, Paranavaí e Nova Londrina.

A redução da oferta de raiz, em todas as regiões produtoras, leva o setor a prever, conseqüentemente, redução da produção de fécula neste ano, de cerca de 19%, diminuindo-se o volume de produção para, aproximadamente, 540 mil toneladas. Contudo, a expectativa do setor para os anos seguintes é de otimismo. “A partir de 2004, prevemos crescimento da ordem de 25% ao ano”, projeta Yamakawa, lembrando que, para assegurar a matéria-prima necessária serão firmados contratos de fornecimento entre produtores e industriais.

O Estado do Paraná é o maior fabricante de fécula do país, respondendo por 72% da produção nacional (477.080 toneladas). No ano passado o Paraná foi responsável por 74,75% do total de amido produzido no Brasil.

Na segunda posição está o Estado de Mato Grosso do Sul, com 19,5% (130.457 toneladas). Em 2001 o Mato Grosso do Sul foi responsável por 17,22% da produção brasileira.

O Estado de São Paulo vem em terceiro lugar, respondendo por 6,2% da produção nacional (44.060 toneladas). Este índice é equivalente ao de 2001, quando São Paulo respondia por 6,01% da produção.

O Estado de Santa Catarina responde hoje por 2,3% da produção brasileira (15.700 toneladas). Em 2001 esse Estado era responsável por 1,76% da produção nacional.