O setor público consolidado, formado por União, estados, municípios e empresas estatais, registrou déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio de 2026. O valor é maior que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando ficou em R$ 33,7 bilhões. As informações são do Banco Central (BC), que divulgou os dados nesta terça-feira (30) no relatório Estatísticas Fiscais. O déficit primário ocorre quando os gastos do governo superam as receitas, sem contar o pagamento de juros da dívida.

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No acumulado de 12 meses até maio, o déficit primário chegou a R$ 149 bilhões, o equivalente a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado ficou 0,16 ponto percentual acima do registrado até abril. O Governo Central, que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, teve déficit de R$ 55,2 bilhões. Os governos regionais registraram déficit de R$ 1,2 bilhão. As empresas estatais tiveram superávit de R$ 0,3 bilhão.

Gastos com juros aumentam e pressionam contas

Os gastos do setor público com juros nominais somaram R$ 107,5 bilhões em maio, ante R$ 92,1 bilhões em maio de 2025. O BC informou que o aumento foi influenciado pelo crescimento do estoque da dívida líquida no período. No acumulado de 12 meses até maio, os juros nominais alcançaram R$ 1.111 bilhões, o que representa 8,48% do PIB. No mesmo período do ano anterior, o valor era de R$ 946,1 bilhões, ou 7,74% do PIB.

O resultado nominal do setor público consolidado, que soma o resultado primário e os juros nominais, foi deficitário em R$ 163,7 bilhões em maio. Em 12 meses, o déficit nominal acumulado chegou a R$ 1.260 bilhões, equivalente a 9,62% do PIB. O percentual se manteve estável em relação ao mês anterior.

Dívida pública cresce e atinge 67,9% do PIB

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A Dívida Líquida do Setor Público chegou a R$ 8,9 trilhões em maio, o que representa 67,9% do PIB. O valor subiu 0,7 ponto percentual do PIB no mês. O resultado refletiu principalmente os impactos dos juros nominais apropriados, do déficit primário, da desvalorização cambial de 1,4% no mês e da variação do PIB nominal.

No ano, a dívida líquida aumentou 2,7 pontos percentuais do PIB. O crescimento se deve especialmente aos juros nominais, à desvalorização cambial acumulada de 8,1%, ao déficit primário acumulado e ao crescimento do PIB nominal. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) ficou em R$ 10,6 trilhões em maio, ou 81,1% do PIB. O resultado representa aumento de 0,9 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.

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