A defesa de Diniz se apegará a este voto divergente para tentar conseguir a absolvição do réu, ainda no TRF-2, através de recurso chamado ?embargos infringentes?. ?A discrepância do julgamento demonstra a dúvida. O fato da desembargadora ter acolhido esta dúvida é prova mais do que evidente de que ele não tinha conhecimento das fraudes. Vamos devolver ao próprio TRF a questão para o julgamento na sessão das duas turmas?, explica Luís Guilherme Vieira, advogado do auditor da KPMG.

Para Feltrim, não há dúvidas. No voto ele deixou claro que sem a participação do auditor poderia não haver a fraude: ?detentor do dever e das plenas condições de criar embaraço à administração fraudulenta, o réu efetivamente ocupava posição estratégica que necessitava ser preenchida por agente que participasse do delito como de fato ocorreu?.