Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, é a coordenadora do programa econômico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Ela assumiu formalmente o cargo em junho de 2025, após atuar informalmente na pré-campanha desde o fim de 2024. As informações são da Gazeta do Povo.
Nascida em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, em 1979, Daniella começou a carreira como estagiária no Banco Prosper. Antes dos 30 anos, já era diretora-executiva da Oren Investimentos. Em 2013, trabalhou pela primeira vez com Paulo Guedes na Bozano Investimentos, que mais tarde se tornou Crescera Capital.
Em 2018, aos 39 anos, deixou o mercado financeiro para integrar a equipe de transição do governo Jair Bolsonaro. Durante o mandato, atuou como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia, participando da reforma da Previdência, do Auxílio Emergencial e do projeto de autonomia do Banco Central.
Em 2022, assumiu a Secretaria de Produtividade e Competitividade, onde liderou programas como Brasil Mais e Crédito Brasil Empreendedor. Também criou o Brasil pra Elas, voltado ao empreendedorismo feminino. Em julho daquele ano, foi nomeada presidente da Caixa, cargo que ocupou até o fim do governo Bolsonaro.
A aproximação com Flávio Bolsonaro ocorreu durante a pandemia, quando tratava de medidas econômicas no Senado. Em outubro de 2024, durante o chá de bebê de seu segundo filho, o senador pediu sua ajuda para elaborar o plano econômico da campanha de 2026.
Daniella Marques defende capitalismo popular e corte de gastos
O programa econômico coordenado por Daniella prevê corte de até R$ 200 bilhões em despesas públicas e redução de ministérios de 38 para até 22. A proposta inclui eliminar aproximadamente 22,5 mil cargos comissionados e revogar mil normas e regulamentos para desburocratizar o país.
Ela defende o conceito de “capitalismo popular”, que une liberalismo de mercado e mobilidade social. A ideia é usar programas como o Bolsa Família como ponto de partida, não destino permanente. Propõe regra de transição de dois anos para beneficiários ingressarem no mercado formal ou abrirem negócio, com direito a retomar o benefício se necessário.
Durante debate presidencial em maio, foi citada pelo presidente Lula, que questionou se Flávio seguiria o modelo do presidente argentino Milei. Daniella respondeu nas redes sociais: “A mulher da economia tem nome: sou Dani Marques e tenho muito orgulho da minha trajetória”.
Ela comanda 27 grupos técnicos ao lado do economista Adolfo Sachsida e do senador Rogério Marinho (PL-RN). Flávio Bolsonaro declarou em jantar com empresários que Daniella é seu “braço direito, braço esquerdo, perna direita e perna esquerda”.
