Curitiba teve, em outubro, o segundo menor IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O percentual, de 0,30% foi menor que o de setembro, quando os preços evoluíram em 0,45%.

No acumulado do ano a capital paranaense registra alta de 5,17%, a sexta maior do País, onde a evolução média dos preços foi de 0,45% em outubro contra 0,26% em setembro e acumulado de 5,23%, em um já provável reflexo da alta do dólar devido à crise de crédito nos EUA.

Após dois meses consecutivos em queda (-0,18% em agosto e -0,27% em setembro), os preços dos produtos alimentícios voltaram a subir no País em outubro, apresentando alta de 0,69%.

Com contribuição de 0,16 ponto percentual, o grupo alimentação e bebidas foi responsável por 35% do IPCA do mês. Com o resultado de outubro, os produtos alimentícios acumulam alta de 10,04% no ano, acima de igual período de 2007, quando haviam ficado em 7,76%.

A pressão nos alimentícios ficou concentrada nos feijões (5,66%) – o feijão preto, por exemplo, passou a custar 7,74% a mais – e nas carnes, que, com alta de 3,61%, foram os itens com a maior contribuição individual no mês (0,08 ponto percentual).

Dentre os alimentos que apresentaram redução de preço em outubro, destacam-se a cebola (-15,19%), a cenoura (-14,94%), os ovos (-4,12%), o óleo de soja (-3,38%) e a farinha de trigo (-2,84%), entre outros. No acumulado em 2008, porém, todos eles registram taxas positivas.

Segundo a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, a valorização do dólar começa a apresentar seus primeiros sinais sobre o índice de inflação oficial do país, o IPCA, mas os efeitos ainda são limitados.

“Temos a leve sensação que a importação de arroz e feijão, para complementar a entressafra do mercado nacional, pode ter influência do dólar mais caro”, disse Eulina. “Mas não podemos colocar toda a culpa no dólar, já que existe a questão de oferta e demanda”, acentuou.

Para os produtos não-alimentícios, a taxa passou dos 0,42% de setembro para 0,38% em outubro. No grupo transporte (de 0,39% para 0,02%), enquanto em setembro o preço do litro da gasolina havia subido 0,69%, em outubro ocorreu pequena queda, de -0,18%. O álcool, por sua vez, apresentou alta de 1,08%, mas um pouco menos intensa do que no mês anterior (1,20%).

Nas despesas pessoais (de 0,80% para 0,68%), o item cigarros (de 3,17% para 0,40%) foi o principal responsável pela menor variação de setembro para outubro. O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos.

INPC foi de 0,26% na capital paranaense

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,50% em outubro, 0,35 ponto percentual acima do resultado de setembro (0,15%). No acumulado no ano, o índice situa-se em 5,77 %, superior à taxa de 3,70% referente ao mesmo período de 2007.

Nos últimos 12 meses, o resultado está em 7,26%, também acima da taxa de 7,04% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2007, o INPC havia sido de 0,30%. Os produtos alimentícios apresentaram variação de 0,67% em outubro, enquanto os não-alimentícios 0,43%.

As regiões de Goiânia e Fortaleza apresentaram a maior variação (0,69% cada uma) seguidas do Rio de Janeiro (0,68%). O menor resultado ficou com a região metropolitana de Belo Horizonte (0,11%). Curitiba teve variação de 0,26% em outubro e acumula alta de 5,55% no ano.

O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a seis salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas, além do município de Goiânia e de Brasília.

Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados de 30 de setembro a 29 de outubro ,(referência) com os vigentes de 28 de agosto a 29 de setembro (base).