A inflação medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) desacelerou para 0,32% em outubro, menor variação registrada desde abril deste ano, quando a taxa ficou em 0,21%. No mês anterior, o mesmo indicador apurou alta de 0,49%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Entre as 11 regiões pesquisadas, Curitiba foi a que apresentou o menor resultado: deflação de 0,02%, especialmente por conta dos combustíveis (gasolina, álcool e óleo diesel), que apresentaram redução de 5,13% na capital – a média nacional ficou em -0,39%. Já o maior resultado do IPCA-15 ficou com Goiânia (1,17%) em razão do reajuste de 20% nas tarifas de energia elétrica.

Apesar do menor resultado em outubro, Curitiba acumula no ano a maior inflação medida pelo IPCA-15: 8,09% de janeiro a setembro, bem acima da média nacional, que é de 5,63%. Entre os itens que mais puxaram para baixo os índices de outubro em Curitiba, destaque para a gasolina – queda de 5,75% – e álcool (-3,05%). No País, o primeiro registrou queda de 0,67%, enquanto o segundo, alta de 0,85%.

O setor habitação também apresentou redução: queda de 0,21%, ante o aumento de 0,51% no País. Já o segmento alimentos e bebidas, que apresentou queda de 0,26% na média nacional, teve redução menor em Curitiba: -0,12%.

Cenário nacional

A desaceleração da taxa mensal teve forte influência dos produtos alimentícios, com queda de 0,26% após a alta de 0,42% verificada em setembro. Os alimentos in natura foram os principais responsáveis pela queda. Ficaram mais baixos os preços do tomate (-10,49%), batata-inglesa (-10,23%) e das hortaliças (-8,46%). Vários produtos ficaram mais baratos ou mostraram redução na taxa de crescimento de preços. O açúcar refinado, por exemplo, que havia pressionado o índice de setembro com 14,21% de aumento, teve alta bem menor (6,06%). O açúcar cristal, que em setembro havia subido 5,69%, chegou a apresentar pequena queda (-0,06%).

O álcool combustível também apresentou forte recuo: de 8,00%, em setembro, para 0,85%. A gasolina, com alta de 1,16% em setembro, ficou 0,67% mais barata em outubro, já que os preços foram coletados antes do último reajuste. A queda do gás de cozinha foi intensificada: de -0,74% em setembro para -1,16% em outubro.

Entre os itens que exerceram pressão positiva sobre o índice, o destaque ficou com o telefone fixo, cujas contas aumentaram 1,51% em setembro e 2,18% em outubro, diante do reflexo da primeira parcela do reajuste extraordinário concedido neste ano. Merecem destaque, ainda, os itens energia elétrica (de -0,03% para 0,71%) e taxa de água e esgoto (de 1,21% para 1,35%), além dos artigos de vestuário (de 0,67% para 1,00%).

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. Sua metodologia é a mesma do IPCA, mas diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços. Enquanto o IPCA abrange o mês cheio, o IPCA-15 se refere ao período compreendido entre a segunda quinzena de um mês e a primeira do mês seguinte.